[INHAPI - AL] -
Inhapi Uma História ( Acervo on-line )

Este é o maior acervo on-line sobre a história do municipio de Inhapi - Alagoas, Desenvolvido apartir da necessidade de informações sobre a história e cultura do nossos ancestrais. Uma iniciativa do portal de Noticias e Entretenimento inhapiemfoco.com e todos seus colaboradores.


História de inhapi ( Dados do município )

- Área: 377 Km²

-Bioma: Caatinga

Gentílico: inhapiense

- Clima e solo: O municipio possui um clima caracteristico de temperado, tendo uma pluviosidade média em anos normais a 800 mm, sendo o clima quente e úmido, as chuvas verificadas se concentram no período de inverno, distribuidas de uma forma bastante irregular, maxima de 32ºC e mínima de 28ºC.

- População: (IBGE - 2010) estimativa 17.898 habitantes (aguardem breve atualização)

- Eleitorado: 11.398 eleitores

- Acesso: AL - 140 e BR - 423

- Taxa de crescimento anual: 3,59% uma das maiores do estado

- Situação gráfica: situado na microrregião 113, ficando a uma distância de 285 Km da capital do estado

DOWNLOAD do resultado preliminar do Censo de 2010 - AQUI

Origem do Nome

             O nome do município é de origem indígena, quando o município ainda não era povoado existia um lugar de pedra “lajedo” na Lagoa Inhapi, neste lajedo era cheio de locas, nelas juntava água da chuva, quando chovia. Lá havia vivido índios e nas pedras existiam símbolos escritos. O Sr. Valfredo Lisboa prudente Guerra, já falecido, grande comerciante, tinha conhecimento da língua indígena e de Geografia, fez a leitura dos símbolos e descobriu que os índios chamavam Inha: de água e Pi: de pedra assim originou Inhapi e segundo a tradição local e de alguns historiadores significa “ buraco na pedra “, nome este relacionado a “Lagoa Inhapi” que tem como característica “Água sobre Pedra”.

História de Inhapi

           Encravada no sertão Alagoano, Inhapi um dos mais recentes municípios de Alagoas, em termos de povoamento, teve sua 1ª residência erguida em 1902, época em que o local era propriedade da família Moreira, que se instalou no lugarejo, erguendo uma fazenda. Em seguida a Srª Margarida Vieira, grande proprietária, também se instalou no lugar. Nesse mesmo período o Sr. José Miguel passava por estas terras com sua esposa muito doente, que não resistindo faleceu debaixo de uma árvore, onde lá mesmo a enterrou e foi embora, voltando após algum tempo para a construção de uma capela no mesmo local que ela foi enterrada, edificada a obra, rumou para outro lugar. Após a construção da capela, deu início a povoação.
            A cidade de Inhapi era chamada de Sítio Roçado pertencente a cidade de Mata Grande e o seu desenvolvimento populacional aconteceu por medo de Lampião, seu Virgulino Ferreira, rei do Cangaço, presença maciça da ignorância para uns e para outros defensor da população oprimida na época ele atacava muito Mata Grande, muitos moradores a procura de sossego saiam de sua cidade e seguiam para o Roçado em busca de uma nova vida e chegando lá construíram suas casas para viver e encontrar a paz, e assim o Roçado crescia.
            Em 1917, ficaria na historia do futuro município, a primeira feira, que para sua realização teve a influência de um dos fundadores José Florentino Vilar, conhecido como Zeca Bêe, onde realizou num dia de domingo. O sr. Zeca Bêe, foi casado com a Srª Maria das Virgens Vilar com quem teve apenas 1 filha chamada Eva Florentino Vilar, dono de uma fábrica de algodão, no sítio Buenos Aires, Inhapi Al, nela descaroçava o algodão e fazia a lã que depois era transportada a cavalo para outra cidade para fabricar tecidos. Ele construiu o primeiro açougue, matadouro, 1 bodega e muitas casas, construções realizadas antes da 1ª feira pois, o Sr. Bêe, muito rico, seu objetivo era vê o Roçado crescer e a feira realizada, contribuiu também para a construção da 1ª igrejinha deste lugar.
Nesse ínterim, chega ao roçado o Coronel Ângelo da Jia, homem ambicioso, que a exemplo de Zeca Bêe e de outros construiu um armazém onde comprava e vendia algodão, no Roçado , construindo uma casa para a família, o Srº Ângelo era também amigo de Lampião.
             Após a feira, as noticias sobre a povoação a que se formava chamaram a atenção de moradores de regiões visinhas ,e, em pouco tempo, muitos já estavam residindo no lugar.Foram as famílias de Manoel Pereira Lima, conhecido como Nezinho Pereira, casado com a senhora Aurora Aves Lima , com ela teve 4 filhos legítimos uma filha de criação construiu uma casa comercial, dono da padaria, nomeado mais tarde subdelegado.
             A família de Pedro Ferreira Vilar 1918, conhecido como seu Vida, João Martins da silva casado com a Srª Benedita Laranjeira Vilar, teve oito filhos, 4 homens e 4 mulheres, também comerciante, construiu a 1ª loja de tecidos morreu em 1996 com 102 anos.
             O Sr. João Martins da Silva casou 3 vezes tendo 10 filho, grande proprietário de terras do inhapi, considerado braço direito de Lampião, pois escondia Lampião em suas fulgas em uma de suas propriedades, morreu com 93 anos.

    -Teodorico Alves Bezerra, comerciante rico.
    - Anselmo Bispo onde construiu a família KOIUPANKÁ.
    - Cônego Sebastião Alves Bezerra. Pároco do município de Água Branca, família do Sr. José Florentino Vilar. (Zeca Bêe) era convidado a celebrar missas na Igrejinha do Roçado.
    - Pedro Horácio estabelecendo a ordem local e o mesmo foi o 1º Subdelegado.

             Esses foram os fundadores que contribuíram pela origem do município. Com o passar do tempo, outros moradores foram sendo atraídos para a região e logo, a região crescia, incrementando ainda mais a prática da agropecuária, sua maior atividade econômica. Pode-se dizer que foi a partir de 1917 época em que aconteceu a primeira feira-livre que a região começara a progredir ainda mais, sobretudo, começava sua maior transformação, basicamente foi o caminho para a povoação.

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