Fantástico volta a mostrar esquema de fraude na Assembleia Legislativa de Alagoas

49343a75-4fe5-4e8d-9bb8-4c1d7be55423 As denúncias que envolvem a Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE) ganharam novo destaque em rede nacional. No Fantástico, exibido na noite desse domingo (07), a reportagem revelou o que eles chamaram “de farra com o dinheiro público” e voltou a citar os funcionários-fantasmas da ALE/AL. Além de Alagoas, foram citados os estados do Amapá, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e o Distrito Federal.

Em Alagoas, a reportagem conversou com duas irmãs que ganham um salário mínimo, mas cujos nomes constavam na folha de salários da Assembleia, com um salário de R$ 25 mil, obtido em dois meses.

“Pessoas humildes foram utilizadas para serem colocadas na folha de salários da Assembleia Legislativa e receberem esse pagamento. Algumas conheciam, sabiam da irregularidade, outras desconheciam essa irregularidade”,disse José William Gomes da Silva, chefe da Controladoria Regional da União em Alagoas, ao relembrar que no ano passado, dezenas de funcionários-fantasmas foram descobertos pela Controladoria.

É o caso de duas irmãs que ganham um salário mínimo por mês trabalhando honestamente numa lavanderia comunitária de Maceió.

Fantástico: Dona Naudiene, a senhora trabalha na Assembleia Legislativa?
Naudiene da Silva Quintino, lavadeira: Nunca. Não sei nem onde é. A única coisa que a gente sabe fazer é lavar roupa.

Fantástico: Consta aqui nos registros que em dois meses a senhora recebeu mais de R$ 25 mil de salário.
Naudiene: Eita. Queria eu. Nunca vi nem tanto dinheiro assim na minha vida.

“Se eu tivesse recebido eu não estava numa vida dessa, que só Deus aqui pra ajudar a gente”, diz a lavadeira Sandra Maria da Silva.

O Ministério Público de Alagoas investiga fraudes que podem chegar a R$ 150 milhões em cinco anos. O procurador-geral de Justiça de Alagoas, Sérgio Jucá, citou ainda o ex-presidente da Assembleia, Fernando Toledo, principal acusado, e atualmente um dos responsáveis por julgar os desvios de dinheiro público.

“O ex-deputado Fernando Toledo, que presidia a Assembleia Legislativa envolvido nesses atos ilícitos comprovadamente, infelizmente foi premiado. Como recompensa, foi nomeado para ser conselheiro do Tribunal de Contas”, conta o procurador-geral de Justiça.

Fernando Toledo, por sua vez, disse que preza pela isenção. “Eu estando inocente, como tenho a consciência da tramitação, eu vou julgar isso com muita isenção”, declara Fernando Tolêdo, conselheiro do TCE, ex-presidente da Assembleia.

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