Mata Grande: além de Jacob Brandão, Gecoc também procura filha do prefeito Erivaldo Mandú

0
2134

O Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) procura dois ex-gestores de Mata Grande para cumprir contra eles mandados de prisão: além do ex-prefeito Jacob Brandão, a ex-secretária Municipal de Saúde, Andressa Campos, também é considerada foragida da Justiça.

Ela é filha do atual prefeito da cidade, Erivaldo Mandú (PP), e foi secretária na gestão do ex-prefeito Jacob Brandão. O cargo de secretário de Saúde do município é exercido atualmente pelo marido de Andressa, Gabriel Brandão, que é primo do ex-prefeito Jacob.

Nesta quarta-feira (19), o Gecoc realizou uma operação para cumprir mandados de busca, apreensão e prisão contra várias pessoas ligadas a três prefeituras. Entre os presos ontem, o mais conhecido é o ex-prefeito de Girau do Ponciano, Fábio Rangel Nunes de Oliveira. A ex-prefeita de Passo do Camaragibe, Márcia Coutinho Nogueira de Albuquerque, também é considerada foragida.

De acordo com as investigações do Ministério Público, que começaram em março último, os ex-prefeitos teriam participado de um esquema criminoso envolvendo suposta compra de medicamentos por meio de notas fiscais fraudulentas.

Nas irregularidades apuradas pelo Gecoc, ficou comprovado que José Jacob Gomes Brandão, Fábio Rangel Nunes de Oliveira e Márcia Coutinho Nogueira assinaram procedimentos licitatórios que beneficiaram a RR Distribuidora, autorizando pagamentos de verbas públicas em favor da referida empresa, sem que qualquer mercadoria tivesse sido fornecida ou serviço prestado.

O prejuízo causado, segundo os investigadores, já ultrapassaria as cifras de R$ 3 milhões. E tal valor foi confirmado ao Gecoc por uma pessoa que aceitou o benefício da colaboração premiada e decidiu revelar o esquema criminoso.

Em depoimento prestado ao MPE/AL, esse homem contou que foi convencido por um empresário a montar uma empresa de fachada com o objetivo apenas de vender notas fiscais frias em troca de uma determinada quantia em dinheiro. Tal empresa deveria fornecer, supostamente, medicamentos para as prefeituras de Mata Grande, Passo do Camaragibe e Girau do Ponciano. No entanto, ela jamais vendeu os remédios, apesar de emitir nota fiscal em valores altíssimos.

A operação desta quarta-feira (19) prendeu ainda uma ex-secretária de Saúde de Girau do Ponciano e um representante da RR Distribuidora, empresa que pertence ao empresário que aceitou colaborar com as investigações.

Por Correio Notícia

LEAVE A REPLY