03/05/2012 Autor(a): Inhapi em Foco

Agricultores da Paraíba, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Alagoas dentre outros estados, acamparam desde domingo 29 de abril, em frente à agência do Banco do Nordeste em Patos no estado da Paraiba, para cobrar dos Poderes Públicos o perdão das dívidas dos Trabalhadores Rurais do Nordeste.
Entre os líderes do movimento estão o ex-vereador Leonel, o presidente da Câmara Municipal de Canapi, Cícero Silvestre Neto (Cicinho) e os agricultores Cleomauro e Divanildo, que juntamente com Chico da Capial e cerca de 600 agricultores dos quatro quantos do nordeste acorrentaram a agência bancária.
Conforme informações do líder do movimento, Francisco Sousa irmão, (Chico da Capial), além do perdão das contas dos pequenos produtores rurais do nordeste, o movimento luta ainda por um Crédito Emergencial de até R$ 40.000,00 (quarenta mil reais) com 50% no pagamento final, cuja proposta é elevar a dívida a juros de capital diferenciados e não os juros diferenciados. Segundo Capial, com a iniciativa, o governo ajuda a manter o homem no campo evitando assim o êxodo rural.
Com a ocupação dos agricultores no centro, uma das principais avenidas de Patos está interditada, tumultuando ainda mais o fluxo dos veículos que tem que circundar pelos arredores para concluir seus itinerários.
A porta do BB foi trancada com uma corrente e cadeado e todos os manifestantes estão literalmente acampados no local desde o último domingo. Dormem no chão das calçadas e agora estão praticamente realizando suas refeições no local.
Os agricultores alegam que a Instituição Financeira vem perdoando dívidas de grandes latifúndios e faz verdadeira "vista grossa" para os pequenos produtores. Como exemplo, o rebaixamento de uma dívida no valor de R$ 65 milhões de reais pertinentes a uma empresa no estado do Piauí, que foi reduzida ao valor de 6,6 milhões em um acórdão junto ao TCU (Tribunal de Contas da União) de número 1840/2008.
Muitos alegam a perda de terras e até rebanhos por conta do endividamento junto ao Banco do Nordeste que chega a multiplicar o valor por conta do "exagero" na cobrança dos juros.
por Marcio Martins com Portal Patos